Ultra-sonografia nas Doenças Sinoviais

Publicado em 11 de June de 2009 - 5,876 visualizações

Revisão de Literatura

Por Dr. Hélio A. G. Filho

A membrana sinovial, componente das articulações diartrodiais, é ponto de grande variedade de distúrbios. Ela cobre a superfície interna da cavidade articular e seus recessos, as bursas e a bainha tendinosa. Sua função é secretar líquido para lubrificar a superfície articular, degradar material derivado da articulação e participar da regulação do transporte hidroeletrolítico entre o sangue e o líquido sinovial.

Utilizando transdutores lineares de alta frequência (7,5MHZ a 10MHZ) podemos obter achados ultra-sonográficos padrões associados às doenças sinoviais. Qualquer afecção patológica envolvendo a sinóvia produz edema e estimula a hipersecreção por esta membrana, com excesso de líquido anecóico enchendo o espaço articular ou estruturas relacionadas, como as bursas e as bainhas dos tendões, o que pode ser diagnosticado precocemente por ultra-sonografia. A etiologia do derrame, com ou sem hipertrofia sinovial associada, varia e inclui trauma, desarranjo interno da articulação, sinovite infecciosa ou inflamatória, artropatia induzida por cristais e, menos frequentemente, osteoartrite. Apesar de seu papel preciso em detectar líquido nos espaços articulares, a ultra-sonografia não pode determinar a natureza do líquido sinovial, devendo haver, portanto, correlação com os dados clínicos. Na afecção crônica outros achados podem ser apresentados, como o espessamento parietal da sinóvia (pannus) irregularidade de seus contornos e alteração de sua ecotextura (hiperecogenicidade).

Depois de um derrame articular ter sido detectado, a etapa seguinte no diagnóstico de doença sinovial é determinar a ausência ou presença de proliferação sinovial associada para eliminar ou confirmar, a princípio, o diagnóstico de sinovite. A hipertrofia sinovial não constitue, contudo, achado específico para nenhuma patologia que acomete a sinóvia. O achado de uma massa sinovial pode estar relacionada a um amplo espectro de doenças, sendo importante a associação com os achados clínicos e o local da afecção. Afecções como artrite reumatóide juvenil e do adulto, artrite dos hemofílicos, sinovite vilonodular pigmentada, lipoma arborescente, osteocondroma e hemangioma sinovial, doença granulomatosa, tumor de células gigantes, ou ainda coágulos e depósitos fibrinosos, podem apresentar padrões ultra-sonográficos semelhantes de proliferação sinovial.

Uma outra vantagem do método, é que a Ultra-sonografia desempenha papel fundamental em diferenciar lesões císticas de sólidas na investigação inicial de massas periarticulares, sendo de grande uso na investigação e diagnóstico dos cistos sinoviais, os quais podem ser observados em qualquer articulação, inclusive tornozelo, punho, cotovelo, quadril e ombro.

A Ultra-sonografia é valioso adjunto da radiologia convencional na avaliação de doenças sinoviais, podendo quantificar derrames articulares, pesquisar pannus sinovial e avaliar a resposta à terapia, além de confirmar a localizar a massa em relação à articulação. Pode ainda desempenhar um papel adicional em orientar aspiração com agulha fina do líquido articular ou biópsia sinovial, exercendo assim papel fundamental tanto no diagnóstico quanto na terapêutica de patologias sinoviais.



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