Nódulos Malignos Mamários: Análise à Ultra-Sonografia

Publicado em 7 de July de 2009 - 35,364 visualizações

Por Dr. Guilherme David dos Santos,Dr. Sebastião Zanforlin filho, Dr. Claudio Rodrigues Pires, Dr. Adriano Czapkowski

É conhecido o valor da ultra-sonografia no diagnóstico do câncer de mama. Na maioria das vezes, a ultra-sonografia é sempre complementar à mamografia, com exceção para pacientes jovens (abaixo de 30 anos), quando representa o exame de escolha para a primeira avaliação. É sempre importante, quando possível, correlacionar a ultra-sonografia à mamografia com o objetivo de se obter um resultado mais fidedigno, visto que ambos os métodos têm um índice de falsos negativos de 10 a 20%. Foi realizado estudo prospectivo de dez casos de câncer de mama. Com o objetivo de avaliar a utilidade da ultra-sonografia tridimensional, comparamos este método aos achados da ultra-sonografia bidimensional em dez casos, associando-se com a comprovação histopatológica.

Sinais ultra-sonográficos clássicos de malignidade

Na avaliação de nódulos sólidos, alguns sinais ultra-sonográficos são utilizados para caracterizar a lesão maligna. Embora sejam importantes, não podem ser considerados, pois em alguns casos, a malignidade não pode ser excluída.

As características ultra-sonográficas de malignidade são as seguintes:

  • Nódulo sólido heterogêneo, predominantemente hipo ou isoecóico; raramente são hiperecóicos (1:25).
  • Contornos irregulares ou mal definidos (68%).
  • Limites ecogênicos (53%).
  • Não compressíveis (rígidos).
  • Atenuação posterior.
  • Eixo ântero-posterior maior que o eixo transverso.
  • Hipervascularização ao estudo Doppler.
  • Podem estar associados a adenomegalia.
  • Desvio superior da linha aponeurótica (artefato de velocidade).

Na presença de uma lesão cística com paredes irregulares, há 0,5% de probabilidade de malignidade. Se, além da irregularidade da parede, houver projeção sólida para o interior, esta estatística muda da seguinte forma: 20% de chance para câncer; 10% “borderline”; 70% para benignidade.

Um dos achados patológicos típicos de lesão maligna de mama é o rompimento dos ligamentos de Cooper. A ultra-sonografia bidimensional tem dificuldade em demonstrar esta infiltração devido à forma predominantemente radial de distribuição destes na mama. Nosso objetivo foi avaliar o comportamento da ultra-sonografia tridimensional em planos frontais na lesão maligna da mama.

Pacientes, Material e Métodos

Foi feita análise prospectiva de dez casos de câncer de mama em mulheres atendidas no ambulatório de Ginecologia do Hospital Pérola Byngton em São Paulo (centro de referência das patologias da mulher em São Paulo) e encaminhados para o Centro de Treinamento em Ultra-Sonografia de São Paulo (CETRUS) para realização de ultra-sonografia tridimensional, onde foram analisados os aspectos e formas de apresentação dos nódulos malignos de mama, utilizando o modo de volume tridimensional de uma unidade GE® (Voluson® V-730) com transdutor KSP6-12 multifreqüencial variando de 6 a 12 MHz. Todas as pacientes tiveram, comprovado histopatologicamente, o diagnóstico de nódulo maligno mamário.

Os aspectos avaliados na ultra-sonografia tridimensional foram os seguintes:

  • Plano frontal no equador da lesão em reconstrução bidimensional.
  • Plano frontal na superfície anterior da lesão.
  • Bloco digital englobando a totalidade da lesão em modo transparência.
  • Vascularização modo tridimensional.

Resultados

  • O diâmetro médio das lesões foi de 17mm x 14mm.
  • Todas as lesões eram hipoecóicas com sombra acústica posterior e bordos pouco definidos na ultra-sonografia bidimensional.
  • O plano frontal revelou padrão radial em 100% das lesões tanto na linha do equador quanto na da superfície anterior e nos blocos transparentes, onde o padrão é de mais difícil identificação.
  • O Doppler colorido demonstrou vasos abundantes em apenas três das lesões, onde foi possível observar um padrão volumétrico que demonstra vasos de múltiplas origens, em contraste de poucos casos que temos de lesões benignas que exibiam vasos com tendência à origem simples.

Discussão

A ultra-sonografia tridimensional da lesão maligna da mama permite uma nova forma de avaliação do grau de acometimento que é a retração dos ligamentos de Cooper observada na aquisição do plano frontal. A literatura é escassa, porém já há relatos deste tipo de aplicação por Rotten-D e Levaillant-JM



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