Diferenciação Ecográfica entre Cistos do Ducto Tireoglosso e Cistos Branquiais
Publicado em 26 de March de 2008 - 2,786 visualizações
Revisão de literatura
Por Dra. Maria Rachel Viegas M. Araújo
Cisto tireoglosso
Origina-se dos restos do ducto tireoglosso embrionário, que comunica o forame cecum, na base da língua, com a glândula tireóide. Os cistos podem desenvolver-se em qualquer localização ao longo do ducto tireoglosso e ao redor do osso hióide.
A maioria dos cistos tireoglossos aparece na primeira década de vida como lesão cística anterior, na linha média cervical, assintomática.
Ao ultra-som aparecem como massas anecóicas ou hipoecóicas, com paredes bem definidas, pode ocorrer a presença de “debris” e septos finos no seu interior.
Cistos Branquiais
Desenvolvem-se a partir da persistência de restos embrionários das fendas branquiais.
São cistos mais frequentes da região cervical lateral e podem ocorrer em qualquer local, desde a fossa tonsilar até a área supraclavicular, mas a maioria está localizada na região cervical superior, anterior ao músculo esternocleiodomastóideo, lateral a glândula tireóide.
Ao ultra-som aparecem como lesões císticas, anecóicas, de paredes finas, com limites bem definidos, deslocando o músculo esternocleiodomastóideo posteriormente e a artéria carótida e a veia jugular medial e posteriormente.
O diagnóstico diferencial leva em conta as mais variadas doenças:
- Inflamatórias
Linfadenites virais, bacterianas e granulomatosas
Sialoadenites: parotidas e submandibular - Neoplasias
- Congênitas: Tireóide ectópica
Linfagioma/Hemangioma
Cisto tireoglosso
Cisto branquial


