Aneurisma de Aorta Abdminal
Publicado em 4 de July de 2009 - 1,430 visualizações
Por Dr. Adilson M. Ferreira
Revisão de Literatura
O calibre da aorta abdominal adulta apresenta uma tendência decrescente até a sua bifurcação com valores normais do diâmetro na faixa de 26 a 11mm. Sua parede tem cerca de 0,7mm. de espessura. Quando o diâmetro máximo da aorta abdominal ultrapassa o valor de 3,0cm, considera-se aneurismática. Podem ser classificados em aneurismas verdadeiros quando possuem todas as camadas da aorta e falso anerismas quando não possuem esse revestimento.
O segmento infra-renal é o mais atingido pelos aneurismas. O risco de rotura está relacionado com o diâmetro e com a velocidade de crescimento, sendo que os mesmos crescem em média 0,3 a 0,5cm por ano. Demonstro-se que aneurismas assintomáticos maiores que 4,0cm e/ou com crescimento acima de 0,5cm em um período de 3 meses apresentam um índice crescente de rotura. A exatidão global do ultra-som em localizar e dimensionar o aneurisma e de 98%.
Dos pacientes com AAA, 30 a 60% mostram-se assintomáticos e o restante tem dores abdominais e nas pernas.
A incidência de aneurismas assintomático da aorta infra-renal é de 1,8 a 6,6%, com predomínio no homem hipertenso, tabagista, na faixa etária acima de 50 anos.
O estudo duplex permite o diagnóstico de dissecção da aorta abdominal através da visibilização da luz verdadeira e luz falsa dividida por um septo ecorrefrigente, que corresponde a íntima deslocada pela própria dissecção. A diferenciação entre a luz verdadeira e a falsa pode ser feita pela análise do movimento do septo, o que mostra uma expansão da luz verdadeira na fase sistólica e uma contração da mesma na fase diastólica. Também podemos diferenciar pela localização, já que a luz falsa geralmente é postero-lateral e a luz verdadeira é antero-medial.
As complicações do AAA incluem: ruptura, trombose, dissecção, embolia distal, infecções e invasão de estruturas adjacentes, sendo a mais comum as oclusões ou estenoses de ramos arteriais. A mais catrastófica complicação é a ruptura aórtica que tem mortalidade de pelo menos 50%. A história natural indica uma incidência cumulativa de ruptura de 25% em 8 anos nos casos de aneurismas com mais de 5,0cm de diâmetro antero-posterior.


